A destruição de Sodoma e Gomorra

 

Sodoma e Gomorra

 

Observemos os detalhes de um diálogo bastante normal, entre pessoas reais, envolvendo dúvidas, medo e responsabilidades:

Então, disseram aqueles varões a Ló: Tens alguém mais aqui? Teu genro, e teus filhos, e tuas filhas, e todos quantos tens nesta cidade, tira-os fora deste lugar; pois nós vamos destruir este lugar, porque o seu clamor tem engrossado diante da face do Senhor, e o Senhor nos enviou a destruí-lo.

Então, saiu Ló, e falou a seus genros, aos que haviam de tomar as suas filhas, e disse: Levantai-vos; sai deste lugar, porque o Senhor há de destruir a cidade. Foi tido, porém, por zombador aos olhos de seus genros. (Gênesis 19:12-14)

Os dois varões procuraram saber, gentilmente, se havia ainda mais alguns parentes de que pudessem salvá-los. Então foi, à noite, até a casa dos dois genros, mas não acreditaram no que ele estava dizendo e zombaram dele.

E, ao amanhecer, os anjos apertaram com Ló, dizendo: Levanta-te, toma tua mulher e tuas duas filhas que aqui estão, para que não pereças na injustiça desta cidade. Ele, porém, demorava-se, e aqueles varões lhe pegaram pela mão, e pela mão de sua mulher; e pela mão de suas duas filhas, sendo-lhe o Senhor misericordioso, e tiraram-no, e puseram-no fora da cidade. (Gênesis 19:15-16)

O texto bíblico fala o tempo todo que eram varões (homens). Raramente foram descritos como sendo “anjos”, apesar de não existir a palavra “anjo” na língua hebraica. No entanto, só isso é suficiente para a maioria das pessoas que leem a Bíblia, optarem por acreditar que eram indivíduos fictícios, e não reais.

Os dois supostos “anjos” (varões) apressaram , porque eles acompanhavam uma contagem regressiva. Porém estava se atrasando por algum motivo, e aqueles varões tiveram que pegá-los pelas mãos, tirando-os da cidade de Sodoma.

E aconteceu que, tirando-os fora, disse: Escapa-te por tua vida; não olhes para trás de ti e não pares em toda esta campina; escapa lá para o monte, para que não pereças. E Ló disse-lhe: Assim, não, Senhor! Eis que, agora, o teu servo tem achado graças aos teus olhos, e engrandeceste a tua misericórdia que a mim me fizeste, para guardar a minha alma em vida; mas não posso escapar no monte, pois que tenho medo que me apanhe este mal, e eu morra. Eis, agora, aquela cidade está perto, para fugir para lá, e é pequena; ora, para ali me escaparei (não é pequena?), para que minha alma viva. (Gênesis 19:17-20)

Ao tirá-los para fora da cidade, ambos foram deixados à própria sorte e apenas orientados sobre o que deveriam fazer.

É interessante notar o zelo e a dedicação pessoal deles, para honrar com a palavra dada. Isso jamais acontecia com o “deus” personificado de Moisés. Ele decidia uma coisa e depois mudava de ideia.

A orientação não era apenas não olhar para trás, porém para não se atrasarem, ou não pararem, porque toda a campina estava comprometida, sob o raio de ação da explosão que ocorreria em algumas horas.

No entanto, estava apavorado e com medo de morrer também pelo estranho “mal”, e argumentou com os dois varões, escolhendo outro local, devido ao seu medo.

E, disse-lhe: Eis aqui, tenho-te aceitado também neste negócio, para não derribar esta cidade de que falaste. Apressa-te, escapa-te para ali; porque nada poderei fazer, enquanto não tiveres ali chegado. Por isso, se chamou o nome da cidade Zoar. Saiu o sol sobre a terra, quando Ló entrou em Zoar. (Gênesis 19:21-23)

Os dois varões disseram para que aquela pequena cidade não seria atingida, por isso concordaram com ele. O importante era se apressar e escapar daquela região, porque eles nada poderiam fazer, logicamente, enquanto e sua família não tivessem ali chegado. e suas filhas chegaram à cidade de Zoar quando o sol estava nascendo.

Então, o Senhor fez chover enxofre e fogo, do Senhor desde os céus, sobre Sodoma e Gomorra. E derribou aquelas cidades, e toda aquela campina, e todos os moradores daquelas cidades, e o que nascia da terra. E a mulher de Ló olhou para trás e ficou convertida numa estátua de sal. E Abraão levantou-se aquela mesma manhã de madrugada e foi para aquele lugar onde estivera diante da face do Senhor. E olhou para Sodoma e Gomorra e para toda a terra da campina; e viu, e eis que a fumaça da terra subia, como a fumaça duma fornalha. (Gênesis 19:24-28)

No momento determinado, começaram a cair do alto, segundo o vocabulário daquela época, “enxofre e fogo do céu”. A fumaça subia da terra, como a fumaça duma fornalha. Toda a campina foi atingida, conforme os dois varões advertiram.

Sendo Sodoma e Gomorra duas cidades vizinhas, cada uma com o seu rei (Gênesis 14:8), isso significa que o raio de ação da explosão nuclear foi extenso.

O “fogo e o enxofre”, trazendo para a linguagem de hoje, significam a explosão de uma bomba. Por exemplo, a pólvora é feita de enxofre. Nesse caso, eu utilizei a palavra “pólvora” apenas para exemplificar, devido à palavra “enxofre”. Afinal, a tecnologia de tais seres do espaço não utilizaria pólvora, porque não se tratava de uma tecnologia primitiva.

Quanto à mulher de , não significa que ela não fosse uma pessoa justa, como alguns religiosos moralistas preferem. Na verdade, ao olhar para trás, significa que ela se atrasou, por algum motivo. Nesse caso, ela não escapou do raio de ação da explosão, conforme os dois varões haviam advertido.

A expressão “estátua de sal” significa que a mulher de morreu queimada e permaneceu do mesmo jeito ou posição em que se encontrava, quando ainda estava viva. Pois, segundo a orientação dos dois varões, se também se atrasasse, eles não poderiam fazer nada para impedir que ele e suas duas filhas também morressem queimados.

O termo “estátua” significa “estacionado, inerte”. E “sal”, empregado no sentido figurado, significa “maneira sutil e delicada de pensar e de exprimir-se”, segundo o Dicionário. Apenas uma questão de expressão daquela época. Porém muitos interpretam ingenuamente ao pé da letra.

Quanto à explosão que destruiu as cidades, se fosse de fato um asteroide, como sugerem alguns pesquisadores, Abraão e poderiam não ter sobrevivido também.

Estes e outros detalhes demonstrados são ignorados e omitidos por interpretações também religiosas, ao afirmarem que foi “Deus” e pronto. Entretanto, não é isso que os detalhes mostram. Não era nenhum “deus”. Eram três varões, indivíduos reais, que utilizavam tecnologias avançadas.

Qualquer pessoa sensata e inteligente hoje percebe o que realmente aconteceu ali, caso não dê preferência às suas crenças e conveniências. Basta considerar os detalhes que estão escritos.

Muitos se recusam a perceber tal realidade, porque continuam acreditando que aqueles indivíduos reais eram imaginários. Outros indivíduos ingênuos se apegaram ao vocabulário antigo: “enxofre e fogo caindo do céu” e “estátua de sal”.

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