A hierarquia milenar do planeta Terra

 

Hierarquia milenar

 

Como é de fato constituída a hierarquia milenar do planeta Terra? Embora tenham tentado disfarçar esta ordem, vejamos como ela foi organizada: “‘deus’, principais dos sacerdotes (anciãos), sacerdotes, imperadores, reis, príncipes, infantes, grão-duques, duques, marqueses, condes, viscondes, barões”, etc.

Quanto a referência desse trecho, é um resultado de minhas próprias descobertas.

Aqueles de sempre no topo da Elite da hierarquia materialista. Os anciãos (principais dos sacerdotes), sacerdotes e os escribas (políticos religiosos oportunistas), que já pregavam o Evangelho falsificado, ou o ensinamento deturpado de Jesus, faturando através do dízimo.

Ironia do destino, diria o filósofo Nietzsche. Os anciãos se tornaram donos de grandes hectares de terra e de milhares de propriedades imobiliárias. Porém, sempre alegaram que eram pobres e humildes.

Os escribas, supostos pregadores da “verdade de Cristo”, surgiram novamente na história, através da Reforma Protestante feita por Martinho Lutero. O mesmo Evangelho adulterado, de morte e condenação, voltou a reinar em nossos dias. Tudo se repete na existência, como disse Salomão.

Os escribas, os falsos discípulos de Jesus, haviam sido perseguidos e mortos, confundidos com os verdadeiros apóstolos de Cristo, porque pregavam também em nome de Jesus.

Por exemplo, em um texto extrabíblico, Plínio, o Jovem, governador da Bitínia, escreveu uma carta ao Imperador Trajano, onde ele afirma ter matado grande número de cristãos:

Tinham o hábito de se reunir em dia determinado, antes do amanhecer; cantavam um hino a Cristo, em estrofes alternadas, como se fosse a um deus, e faziam o juramento solene de não praticar o mal e nunca negar a verdade quando interpelados. (Epístolas 10:96)

A prova de que se tratava de falsos apóstolos de Cristo está no juramento, que Jesus aboliu e considerou ser de procedência maligna, segundo consta em Mateus 5:33-37. Ou seja, eles continuavam com as mesmas crenças dos fariseus, alegando que era o ensinamento original de Jesus.

A reunião que acontecia em dia determinado, de madrugada, hoje é chamada de “vigília”. Tudo continua como antes, nada mudou, senão o ensinamento de Jesus que foi deturpado.

Conforme afirmou Jesus com propriedade, a respeito dos impostores, vejamos como se comportavam. Eles sempre prevalecem, até chegar a hora oportuna, da separação do joio e do trigo. Embora, hoje em dia, não se importem em serem chamados de mestres, mas ainda se consideram “santos” e “superiores” aos demais:

Acautelai-vos, primeiramente do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia. Mas nada há encoberto que não haja de ser descoberto; nem oculto, que não haja de ser sabido. (Lucas 12:1-2)

Na cadeira de Moisés, estão assentados os escribas e fariseus. (Mateus 23:2)

Atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem sobre os ombros dos homens; eles, porém, nem com o dedo querem movê-los. (Mateus 23:4)

Amam os primeiros lugares nas ceias, e as primeiras cadeiras nas sinagogas, e as saudações nas praças, e o serem chamados pelos homens: Rabi, Rabi. Vós, porém, não queirais ser chamados Rabi, porque um só é o vosso Mestre, a saber, o Cristo, e todos vós sois irmãos. (Mateus 23:6-8)

Até isso confundiram. Cristo não é o Jesus histórico, o corpo físico, a sua aparência física, senão apenas um estado de consciência e lucidez diferenciado:

Ora, o Senhor é Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade. (II Coríntios 3:17)

Não tem nada a ver com o ensinamento de Jesus a doutrina moralista de escravidão que herdamos, onde tudo é proibido. A liberdade que Jesus ensinou simplesmente desapareceu. Permaneceu a mesma visão dos fariseus, que muitos aceitam naturalmente, porque pensam que se trata do verdadeiro ensinamento de Jesus.

Jesus Nazareno, ao afirmar: “um só é o vosso Mestre, a saber, o Cristo, e todos vós sois irmãos”, estava dizendo que ele também era nosso irmão. Porque somente o Cristo, a lucidez da Vida real interior, nossa verdadeira Identidade, é Mestre e tem sabedoria.

O indivíduo físico é limitado. Qualquer corpo, qualquer forma significa irmão. Nem superior, nem inferior. Não significa um “deus”, como entenderam equivocadamente.

Nenhum homem ou mulher (ser humano) é Mestre, senão Cristo, a sabedoria da Vida real interior. Lucidez! Qualquer indivíduo físico não tem nada a ver com isso. Serve apenas de veículo ou instrumento. Confundiram tudo.

O “véu” da escravidão, da ignorância, da mente e do coração havia sido “rasgado” ao meio, por Jesus Cristo, porém foi “remendado” logo em seguida, pelos fanáticos religiosos moralistas. Continuaram com suas crenças estúpidas antigas. Não puderam abrir mão do velho e assimilar o que era novo.

Conforme citado antes, em Mateus 23:2-4 e 23:6-8, Jesus se referiu à doutrina moralista de condenação, às doutrinas rígidas, baseadas nas ideias opostas de “pecado” e “santidade”, que herdamos.

Aquelas doutrinas religiosas que atam fardos pesados e difíceis de suportar, porque não é possível simplesmente reprimir a natureza exigente, sem experimentar as consequências de tal estupidez e falta mínima de inteligência.

Eles impõem a doutrina antiga copiada, mas eles mesmos não conseguem praticar, porque não é possível reprimir a natureza, senão teoricamente. Estão apenas copiando a doutrina antiga e ultrapassada dos fariseus e escribas, a qual foi inserida de novo, no Novo Testamento. Isso origina a pedofilia, entre outras decadências.

Jesus chamava estes farsantes de “príncipes deste mundo”. Os donos da “verdade”.

Já não falarei muito convosco, porque se aproxima o príncipe deste mundo e nada tem em mim. (João 14:30)

Ou seja, Jesus havia dito, em outras palavras: Lá vêm aqueles religiosos “bonzinhos” que armaram o complô contra mim, para calar a minha boca. Por isso, não vou poder falar muito convosco.

Hoje, dizem que amam a Jesus Cristo, porém não têm nada a ver com ele. “Nada tem em mim”, como alegam da boca para fora. São impostores. Corromperam o mundo inteiro, ao falsificarem o ensinamento original de Jesus, assim como fizeram com o ensinamento raro de Melquisedeque.

Pois, só quando é pensado como algo distante de nós, como um miraculum, o gênio não fere (mesmo Goethe, o homem sem inveja), chamava Shakespeare de sua estrela mais longínqua. (Nietzsche)

O nobre quer criar alguma coisa nobre e uma nova virtude. O bom deseja o velho e que o velho se conserve. (Nietzsche)

Observe a frase do filósofo Nietzsche: “só quando é pensado como distante de nós, o gênio não fere”. Ou seja, Jesus é “amado”, hoje, porque não conviveram com ele pessoalmente, para sentir na pele o drama do Verbo exigente e realista. A mente superficial é romântica e pouco prática.

Imagine, por um instante, alguém dizendo hoje para você:

“Você está ansioso e afadigado com muitas coisas, e não dá atenção ao que realmente importa” (Lucas 10:38-42). Ou, “para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não compreendes as coisas multidimensionais, mas só as que são deste mundo” (Mateus 16:23)

O ex-discípulo Pedro, como se evidenciou mais tarde, serviu como pedra de tropeço, de escândalo, porque não foi capaz de compreender a realidade multidimensional, além das aparências físicas. Embora ele tivesse experimentado, provisoriamente, este estado alterado de consciência. O que eu chamo de amostra grátis de lucidez.

Quanto ao ex-discípulo Pedro, é um assunto polêmico de outro livro, que eu comprovo também dentro da Bíblia.

A doutrina religiosa que a humanidade herdou dos fariseus é a continuação da ilusão da mente faminta, em busca da realidade interior multidimensional. Contudo, não é possível alcançar nossa multidimensionalidade interior se não transcendermos a mente dualista condicionada, e experimentarmos a realidade como ela é de fato. Independentemente do ideal imaginário da mente. Faz de conta.

A mente humana sonhadora prioriza somente o que é imaginário e passageiro. Perdeu a dimensão de multidimensionalidade. A realidade do agora atemporal.

Cada indivíduo “vive” somente na virtualidade da mente. Fantasia e faz de conta (ideal imaginário). Observe e constate você mesmo.

A Vida é menosprezada e deixada para segundo plano. O mais importante são os ideais imaginários da mente inconsciente. A Vida real está reprimida em cada ser “vivo”, devido ao apego aos valores imaginários. Crenças, ideais mentais (abstratas). Abstração mental.

Por exemplo, outro dia, eu ouvi, na mídia, um fabricante e traficante de drogas, dizendo: “Sabemos que não deveríamos fazer isso, mas, se ouvirmos nossos corações, estamos perdidos”.

Na verdade, eles já estão “perdidos”, por ouvirem somente a mente que engana e autossabota o tempo todo.

Independentemente de ser considerado certo ou errado, a questão é o resultado final das ações praticadas. Há muita morte e carnificina para se atingir um objetivo material, que é obter mais dinheiro e “poder”. Exatamente o que fazia o suposto “deus” de Moisés. Por sua vez, para conseguir o seu manjar.

As religiões, também, sempre mataram quando seu “poder” era ameaçado (Atos 25:13-16), como o exemplo das fogueiras “santas” que queimaram as pessoas que pensavam diferente.

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