A meta era uma semente de piedosos

 

Semente de piedosos

 

Atente para a frase do versículo bíblico abaixo: “a santidade do Senhor, a qual ele ama”. Conforme veremos mais detalhadamente, pertence ao “deus” personificado de Moisés e não ao de Abraão, que era apenas Juiz e Legislador.

Melquisedeque não se preocupava em ser religioso, nem “santo”. Ele era apenas um ser livre e autônomo, que não enganava nem explorava ninguém. Pelo contrário, tinha de fato conteúdo relevante e fundamental para libertar o indivíduo do cativeiro, como ele fez com Abraão, Davi, entre outros.

Judá foi desleal, e abominação se cometeu em Israel e em Jerusalém; porque Judá profanou a santidade do Senhor, a qual ele ama, e se casou com a filha de deus estranho. (Malaquias 2:11)

O Senhor foi testemunha entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a tua companheira e a mulher do teu concerto. (Malaquias 2:14)

E não fez ele somente um, sobejando-lhe espírito? E por que somente um? Ele buscava uma semente de piedosos; portanto, guardai-vos em vosso espírito, e ninguém seja desleal para com a mulher da sua mocidade. (Malaquias 2:15)

Então, havia também filhas de “deuses” estranhos no planeta Terra, ou não? Sempre percebemos, na Bíblia, a preferência para o sexo masculino, devido à influência dominante da religião patriarcal machista do passado.

Por que foi feito somente um indivíduo (Isaque)? Porque era necessário apenas um protótipo biológico. A meta era uma semente de indivíduos piedosos (beatos submissos). Pessoas mais fáceis de serem conduzidas e influenciadas por terceiros, como rebanho de ovelhas, adaptadas para um mundo com hierarquias, onde os “maiores” dominam os “menores” (Mateus 20:25-28).

Antigamente, eu interpretava com a mente linear, como significando outra coisa.

Segundo consta, foi estabelecido um acordo com Abraão (antes de sua conversão) e sua irmã e esposa Sara. Os descendentes de Isaque não deveriam ter relações sexuais com pessoas de outras raças, para não comprometerem o projeto biológico, conforme está escrito no livro de Malaquias também.

No entanto, esse episódio aconteceu quando Abraão servia ao “deus” personificado de Moises, antes de sua conversão, e não depois, como colocaram.

A violação do concerto era considerada prostituição. Ou seja, quem nascia de um relacionamento sexual com uma pessoa de outra raça era considerado filho(a) da prostituição, e não um descendente legítimo da linhagem genética de Abraão.

Antes disso, o suposto “deus” personificado de Moisés já havia feito o filtro do DNA humano através do dilúvio. Mesmo assim, não foi suficiente para ele.

Quem descendia da linhagem genética de Abraão era considerado abençoado e eleito, porque tal concerto foi feito entre “deus” (?), Abraão e a bela Sara, através de seu filho Isaque.

Bela e feia é dualidade da mente, preconceito mental discreto. Qual era, afinal, o sonho delirante de Adolf Hitler? Não era conseguir também uma raça pura “ariana”? Inclusive, o Dr. Josef Mengele tinha as mesmas pretensões.

A suposta “perfeição e imperfeição”, a visão dualista da mente do passado, se volta contra nós mesmos no futuro, como preconceitos, julgamentos e condenações desnecessárias.

No Universo, há infinitas possibilidades e “belezas” peculiares, segundo as origens das raças estelares, que para nós, do planeta Terra, com base em nosso padrão de beleza, seriam consideradas feias. A razão intelectual é relativa, devido à limitação do cérebro linear e horizontal.

“A raça ariana seria supostamente a linhagem mais pura dos seres humanos, constituída apenas por indivíduos altos, fortes, claros e inteligentes, representando assim, de acordo com critérios arbitrários, uma raça superior às demais”, segundo o biólogo Danilo Vicensotto, da Universidade de São Paulo (USP).

Quanto à descendência de Isaque, mesmo Abraão tendo um filho legítimo chamado Ismael, com sua escrava egípcia Agar, e mesmo os estrangeiros (escravos), comprados por Abraão, sendo também circuncidados, a partir de então, o verdadeiro propósito do concerto (circuncisão) estava relacionado somente com a descendência de Isaque. As demais pessoas envolvidas eram apenas mera formalidade, para facilitar e auxiliar o hábito de tal cirurgia. Por exemplo:

O meu concerto, porém, estabelecerei com Isaque, o qual Sara te dará neste tempo determinado, no ano seguinte. (Gênesis 17:21)

Se ainda continuarmos interpretando ingenuamente o concerto (circuncisão), como sendo apenas um ritual religioso, jamais alcançaremos o seu verdadeiro propósito científico. Sem falar do perigo da interpretação equivocada de tal cirurgia, que pode condenar o sexo, dando origem a doutrinas de celibato e clitoridectomia – a remoção dos órgãos sexuais femininos, inclusive o clitóris (MGF), conforme acontece em alguns países africanos.

São disciplinas maliciosas da religião patriarcal machista, que acabou virando uma tradição de sofrimento e supressão da beleza e do prazer de viver. Uma condenação desnecessária da liberdade da Vida. São, na verdade, doentes mentais, considerados ainda seres civilizados e “santos”. Cadê vocês, autoridades do ideal?

Em algum remoto rincão do universo cintilante que se derrama em um sem-número de sistemas solares, havia uma vez um astro, onde animais inteligentes inventaram o conhecimento. Foi o minuto mais soberbo e mais mentiroso da história universal: mas também foi somente um minuto.

Passados poucos fôlegos da natureza, congelou-se o astro, e os animais inteligentes tiveram de morrer. Assim poderia alguém inventar uma fábula e nem por isso teria ilustrado suficientemente quão lamentável, quão fantasmagórico e fugaz, quão sem finalidade e gratuito fica o intelecto humano dentro da natureza. (Nietzsche)

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