A visão dualista que herdamos

 

Visão

 

Enquanto estamos “presos” no labirinto da mente dual e virtual, somos semelhantes ao maligno biológico. Ou seja, a nossa visão de realidade é a mesma visão dualista do infeliz.

A nossa visão dual está sempre julgando e condenando a realidade simples e espontânea. Acha que sabe de tudo. Mente soberba.

O “poder” que o “deus” personificado de Moisés exerce sobre o ser humano é através da dualidade da mente virtual (mentira). Isso aconteceu quando a suposta “serpente” (réptil, reptiliano) inseriu, em nossa mente, os conceitos intelectuais opostos e abstratos, bem e mal, como sendo uma realidade absoluta, segundo consta no livro do Gênesis. Estamos hipnotizados.

Somos seus “filhos”, enquanto acreditamos na mentira, na “perfeição e imperfeição”, “saúde e doença”, “riqueza e pobreza”, etc. Só existe uma realidade e não duas. A mente cria conforme acreditamos (Mateus 8:13).

No entanto, não significa que a mente tem poder, suas “criações” são ilusórias, relativas. Transcendendo a mente que mente, é que constamos e permanecemos na Única realidade que existe, a qual não é contraditória.

Por exemplo, se odiarmos o suposto “inimigo”, o “deus” personificado de Moisés e seus “filhos”, nós confirmamos que somos seus “filhos”, através de sua mesma ira. Está é a armadilha do labirinto da mente. Se tivermos medo também, estaremos utilizando seu sentimento.

Não tem para onde correr, andamos em círculo. Saímos pela porta da frente e entramos de novo pelas portas dos fundos. Afinal, ele, o “mau”, também é “bom” e auxilia, porém para obter algo em troca.

Se deixardes o Senhor e servirdes a deuses estranhos, então, se tornará, e vos fará mal, e vos consumirá, depois de vos fazer bem. (Josué 24:20)

A “realidade” que a mente dual projeta e origina é boa e má ao mesmo tempo, positiva e negativa, sempre. Não há solução para o conflito e a desordem, caso não transcendamos a mente dualista contraditória.

A percepção da Unidade harmoniza as duas energias opostas universais, contidas na mente (Yin e Yang), de forma construtiva, porque não são encaradas maliciosamente, como duas realidades distintas, mas uma depende da outra para se expressar e criar. Só isso.

A mente equivocada do maligno biológico foi quem fantasiou (nomeou, discriminou) através de seu delírio mental.

As energias opostas da mente dualista só destroem, quando se encontram em desequilíbrio. Quando a mente está identificada consigo mesma e toma o comando da Vida real interior e adquire “vida própria”. Então surgem os fantoches da mente linear. Impostores e mentirosos.

Estas duas energias eletromagnéticas do Universo, de cargas opostas, utilizadas pela nossa mente dual, são apenas instrumentos de expressão e criação das formas. Trata-se do macrocosmo no microcosmo.

O segredo é não ter medo do suposto “mal”, não julgar nem condenar. Porque, mesmo o bem e o mal existindo aparentemente, essencialmente não existem, porque são criações da mente dual ilusória. A Vida é o que é, sem rótulos nem qualidades.

A “realidade” do “mal” depende de nossa aceitação. Enquanto acreditamos em duas supostas verdades contraditórias, elas permanecem existindo relativamente em nossa dimensão.

Quando não mais acreditarem no bem e no mal, não mais terão uma mente humana ou mortal. Há limitação, finitude e negatividade apenas enquanto subsiste a crença no bem e no mal. (Joel S. Goldsmith)

É por isso que a Bíblia diz que nós também somos “deuses”, porque podemos criar magicamente a nossa “realidade”. O problema é que criamos sempre duas “realidades”, uma “boa” e outra “má”, e a “catástrofe” se perpetua desnecessariamente e relativamente.

Se você se recusar a acreditar que o mal tenha um poder além daquele que você lhe atribui, por nele acreditar,  logo se verá livre das várias formas sob as quais  o suposto “poder maligno” aparenta manifestar-se. (Vivian May Williams)

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