Chegando a casa de Ló à noite em Sodoma

 

Ló

 

Dando continuidade ao episódio de Sodoma e Gomorra, quando o povo chegou à casa de à noite:

Chamaram Ló e disseram-lhe: Onde estão os varões que a ti vieram nesta noite? Traze-os fora a nós, para que os conheçamos. Então, saiu Ló a eles à porta, e fechou a porta atrás de si, e disse: Meus irmãos, rogo-vos que não façais mal. Eis aqui, duas filhas tenho, que ainda não conheceram varão; fora vo-las trarei, e fareis delas como bom for nos vossos olhos; somente nada façais a estes varões, porque por isso vieram à sombra do meu telhado. (Gênesis 19:5-8)

teria mesmo oferecido suas duas filhas virgens para aqueles homens decadentes fazerem o que quisessem com elas? O objetivo de sugerir a relação sexual foi desviar a atenção do verdadeiro motivo da destruição de Sodoma e Gomorra.

O verdadeiro motivo foi a decadência do povo religioso e violento, envolvido com o sacrifício de animais e a matança de pessoas inocentes, como foi demonstrado no livro de Isaías 1:10-18.

Ao sugerir que o povo era pervertido sexual, e que, por isso, Sodoma e Gomorra foram destruídas, os próprios escribas religiosos se colocaram como heróis, ao alegar que eles eram religiosos “santos”, e não um povo pervertido.

Mas eram os religiosos exatamente o povo decadente, porque faziam tudo o que seu “deus” sanguinário mandava, conforme está escrito em todo o Velho Testamento.

O povo havia se reunido com o pretexto de conhecê-los melhor, mas a verdadeira intenção era matá-los. Por isso, tentou (de alguma forma) apaziguar a situação, em vão:

Eles, porém, disseram: Sai daí. Disseram mais: Como estrangeiro, este indivíduo veio aqui habitar e pretende ser juiz em tudo? Agora, te faremos mais mal a ti do que a eles. E arremessaram-se sobre o varão, sobre Ló, e aproximaram-se para arrombar a porta. Aqueles varões, porém, estenderam a sua mão, e fizeram entrar a Ló consigo na casa, e fecharam a porta; e feriram de cegueira os varões que estavam à porta da casa, desde o menor até ao maior, de maneira que se cansaram para achar a porta. (Gênesis 19:9-11)

O povo religioso e sanguinário se referiu primeiro a um dos varões. Depois, referiu-se aos dois. Nesse caso, o correto seria escrever: “E arremessaram-se sobre os varões e Ló”, e não “sobre o varão, sobre Ló”, porque não havia apenas um varão estrangeiro ali, porém dois.

Na verdade, a população religiosa e violenta se aproximou para agredir e matar, como já era costume, então os dois varões puxaram (consigo) para dentro, fecharam a porta e cegaram aquelas pessoas provisoriamente.

Contudo, tal fenômeno não aconteceu magicamente, como muitos interpretam. Isso requer a utilização de tecnologia, porque se tratava de indivíduos reais e não imaginários.

O mesmo fenômeno aconteceu com o apóstolo Paulo, em sua estranha conversão (Atos 22:6-11), quando uma grande luz cilíndrica, do céu (do alto), rodeou Paulo, e o esplendor de tal luz real, mais clara que a luz do meio-dia, o cegou temporariamente, também.

Os que estavam fora do alcance do círculo, ou do diâmetro da luz cilíndrica, não ficaram cegos, mas tiveram medo, claro. Afinal, o fenômeno era real, e não fictício, como muitos ainda preferem. Se fosse algo imaginário, não haveria nenhum motivo para terem medo. Vejamos a seguir, um exemplo extrabíblico desse fenômeno, que serve como comparação.

Me refiro a um fenômeno ufológico, parecido com o que aconteceu com o apóstolo Paulo. Algo como a grande luz circular, que foi projetada do alto e rodeou Paulo:

Uma grande luz saiu das nuvens. Era uma luz ofuscante. Era difícil dizer com as luzes tão brilhantes, mas parecia que tinha a forma de uma bola de futebol. Eu diria, apenas estimando, (tinha) cerca de 80 pés (24 metros). (Emitiu) muito pouco som. Foi apenas um ruído sibilante. (Calvin Parker, Jr.)

No caso de , o fato de os dois varões terem fechado a porta significa que não precisaram fazer nada, porque já tinham suporte aéreo. Eles precisavam fechar a porta por causa do povo e do resplendor da intensa luz, senão ficariam cegos provisoriamente também, caso não tivessem algum óculo de proteção.

Apenas para relembrar e enfatizar os detalhes do que aconteceu com o apóstolo Paulo:

Ora, aconteceu que, indo eu já de caminho e chegando perto de Damasco, quase ao meio-dia, de repente me rodeou uma grande luz do céu. E caí por terra e ouvi uma voz que me dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? E eu respondi: Quem és, Senhor? E disse-me: Eu sou Jesus, o Nazareno, a quem tu persegues. E os que estavam comigo viram, em verdade, a luz, e se atemorizaram muito; mas não ouviram a voz daquele que falava comigo. Então, disse eu: Senhor, que farei? E o Senhor disse-me: Levanta-te e vai a Damasco, e ali se te dirá tudo o que te é ordenado fazer. E, como eu não via por causa do esplendor daquela luz, fui levado pela mão dos que estavam comigo e cheguei a Damasco. (Atos 22: 6-11)

Quanto à voz que os demais não ouviram, trata-se de uma mensagem dirigida somente a Paulo, através da coluna cilíndrica de luz que descia, daquilo que chamavam, também, de nuvem escura de dia e clarão vermelho à noite, entre outros nomes. Uma enorme nave (kvd).

Ou seja, Paulo estava dentro do raio de ação da grande luz. As pessoas que estavam fora de seu alcance apenas viram, mas não ouviram, nem ficaram cegas também. Se elas estivessem dentro do ângulo (círculo) da luz cilíndrica, também teriam ouvido a voz e ficado cegas temporariamente.

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