Episódio de Sodoma e Gomorra

 

Gomorra

 

O cérebro verdadeiramente original não é o que enxerga algo novo antes de todo mundo, mas o que olha para coisas velhas e conhecidas, já vistas e revistas por todos, como se fossem novas. Quem descobre algo é normalmente este ser sem originalidade e sem cérebro chamado sorte. (Nietzsche)

 

Examinemos com calma e atenção o evento da destruição das cidades Sodoma e Gomorra, a partir do capítulo 18 do livro do Gênesis, onde tal fenômeno começou a se desenrolar, levando em conta os mínimos detalhes e não mais de forma superficial e ingênua, como foi observado até agora.

Conforme está escrito no capítulo 18 do livro do Gênesis, apareceram três varões (homens) a Abraão e não exatamente três “anjos”, conforme descreveram no título do texto posteriormente, quando o conteúdo bíblico foi separado em forma de versículos enumerados, os quais anteriormente não existiam.

Estes títulos acrescentados depois, por algum tradutor comprometido com a sua religião, também desviam a atenção e induzem a mente do leitor a acreditar antecipadamente no que foi sugerido.

A palavra “anjos” aparece no capítulo 19, seguinte, devido à crença religiosa do passado. Porque, na língua hebraica, não consta a palavra “anjo”.

Hoje, nós já sabemos, ou seja, as pessoas que pesquisam sobre o assunto, que o termo hebraico “malach”, que sempre foi traduzido na Bíblia como “anjo”, significa seres comuns, indivíduos reais. Isso significa falsa tradução e adulteração do texto antigo.

É claro que na internet, na maioria das pesquisas, consta o termo “malach” como tendo o significado de “anjo”, porque esse equívoco é antigo e todos aceitaram como verdadeiro.

No entanto, não existe no hebraico uma palavra específica para “anjo”, portanto a palavra “anjo” foi acrescentada depois na Bíblia, exceto “Querubim”, que explicarei, depois, do que se trata.

Um dos três varões que visitaram Abraão foi descrito com o termo “Senhor”, para diferenciá-lo dos outros dois, porque ele era o líder daquela missão. Ou seja:

Apareceu-lhe o Senhor nos carvalhais de Manre, estando ele [Abraão] assentado à porta da tenda, quando tinha aquecido o dia. E levantou os olhos e olhou, e eis que três varões estavam em pé junto a ele. E, vendo-os, correu da porta da tenda ao seu encontro, e inclinou-se à terra, e disse: Meu Senhor, se agora tenho achado graça aos teus olhos, rogo-te que não passes de teu servo. Traga-se, agora, um pouco de água; e lavai vossos pés e recostai-vos debaixo desta árvore; e trarei um bocado de pão, para que esforceis o vosso coração, depois, passareis adiante, porquanto por isso chegastes até vosso servo. E disseram: Assim, faze como tens dito. (Gênesis 18:1-5)

E Abraão apressou-se em ir ter com Sara à tenda e disse-lhe: Amassa depressa três medidas de flor de farinha e faze bolos. E correu Abraão às vacas, e tomou uma vitela tenra e boa, e deu-a ao moço [escravo], que se apressou em prepará-la. E tomou manteiga e leite e a vitela que tinha preparado e pôs tudo diante deles; e ele [Abraão] estava em pé junto a eles debaixo da árvore; e comeram. (Gênesis 18:6-8)

É interessante notar que o “deus” personificado de Abraão aparecia durante o dia. Não era um ser noturno, como o “deus” de Moisés, que preferia o horário da noite para aparecer.

Eles comeram com a família de Abraão. Não eram imaginários como muitos interpretam.

Segundo consta, Abraão já estava sabendo que aqueles varões tinham algo a fazer nas cidades de Sodoma e Gomorra. O segredo daquela missão finalmente havia sido revelado a Abraão, cujo resultado poderia ser pacífico ou não (paz ou justiça). Havia duas possibilidades, dependendo da recepção do povo, conforme está escrito.

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