O deus de Abraão não apreciava holocaustos

 

Holocaustos

 

Os habitantes das cidades de Sodoma e Gomorra eram religiosos que sacrificavam em altares, cujos holocaustos eram oferecidos em vão a “deus”, conforme está escrito em Isaías 1:10-18.

Nos livros de Isaías e Salmos, o “deus” personificado de Abraão diz que não aprecia holocaustos. Portanto, não foi ele quem exigiu. O objetivo dele era diferente do objetivo do “deus” personificado de Moisés.

Assim está escrito, no livro de Isaías, o diálogo que deveria constar, quando conversaram com o povo em Sodoma e Gomorra. Observe com atenção cada palavra:

Ouvi a palavra do Senhor, vós príncipes de Sodoma; prestai ouvidos à lei de nosso Deus, vós, ó povo de Gomorra. De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios? Diz o Senhor. Já estou farto dos holocaustos de carneiros e da gordura de animais nédios; e não folgo com o sangue de bezerros, nem de cordeiros, nem de bodes.

Quando vindes para comparecerdes perante mim, quem requereu isso de vossas mãos, que viésseis pisar os meus átrios? Não tragais mais ofertas debalde; o incenso é para mim abominação, e também as Festas da Lua Nova, e os sábados, e a convocação das congregações; não posso suportar iniquidade, nem mesmo o ajuntamento solene.

As vossas Festas da Lua Nova, e as vossas solenidades, as aborrece a minha alma; já me são pesadas; já estou cansado de sofrê-las. Pelo que, quando estendeis as mãos, escondo de vós os olhos; sim, quando multiplicais as vossas orações, não as ouço, porque as vossas mãos estão cheias de sangue.

Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos e cessai de fazer mal. Aprendei a fazer o bem; praticai o que é reto; ajudai o oprimido; fazei justiça ao órfão; tratai da causa das viúvas.

Vinde, então, e argui-me, diz o Senhor; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã. (Isaías 1:10-18)

O objetivo da mensagem está bem claro, fora algumas adaptações feitas pelos escribas religiosos. Melquisedeque, assim como Jesus, precisou utilizar uma linguagem que o povo entendia. Por isso que Jesus havia utilizado provisoriamente o que o livro de Hebreus chama de “Rudimentos da doutrina de Cristo”.

Tudo que o “deus” de Moisés gostava e estabeleceu, o “deus” de Abraão reprovou. Ele não apreciava aquela multidão de sacrifícios, a gordura assada com sal, não sentia prazer (não folgo) com o sangue de bezerros, de cordeiros nem de bodes, como o “deus” de Moisés.

Conforme consta, o “deus” de Moisés distraía a atenção do povo com bastantes festas, assim o povo esquecia um pouco o sofrimento e as atrocidades dele.

A preferência do outro é visivelmente contrária. Ou seja, não tragam mais ofertas debalde (inutilmente, em vão); o incenso é para mim abominação, inclusive todas as festas estabelecidas pelo “deus” de Moisés.

Está tão claro e evidente, que até mesmo uma criança pode entender sem dificuldade. Principalmente se o leitor conhece a Bíblia e sabe que era o “deus” personificado de Moisés o responsável por todo aquele ritual inútil e catastrófico, abolido pelo “deus” personificado de Abraão. Um indivíduo com uma missão sublime, que veio libertar a humanidade do jugo daquele ser decadente, com pose de “santo” hipócrita.

E quanto às mãos cheias de sangue, que prometia ser uma coisa nobre, por exemplo, “expiação dos pecados”? Ler e não enxergar o que está escrito, a Bíblia chama esse fenômeno de “cegueira”. Os “cegos” precisam ver a “luz”, os cativos precisam ser libertos da ignorância.

Quando vindes para comparecerdes perante mim, quem requereu isso de vossas mãos, que viésseis pisar os meus átrios? (Isaías 1:12).

Esta é uma pergunta que até hoje ninguém respondeu. Por isso, eu estou escrevendo este livro. Para descobrir a verdade, basta priorizar os fatos e não as crenças intelectuais (opiniões), punhados de pensamentos abstratos.

Como nunca houve, de fato, alguma importância ou fundamento na “expiação dos pecados”, conforme está escrito nos livros de Isaías e Salmos, toda a doutrina do Novo Testamento que apela para as ideias de “pecado” é falsa, mesmo que muitos religiosos ainda adorem e estejam apegados.

Uma grande mentira, que “condenou”, em vão, toda a humanidade. Tornando cada um que acredita em tal mentira complexado, inferiorizado e submisso. Ou seja, covarde e medroso (capacho).

Obs.:

Qual foi o perdão para tal “pecado” (estupidez, ignorância, insensatez), sugerido pelos versículos citados antes, em Isaías 1:10-18?

O versículo 18 se refere apenas a uma questão de percepção. Mudar o foco da mente. Perceber que não era como eles acreditavam, pois foram enganados. Só isso. Assim como o rei Davi também ficou sabendo e mudou de ideia, conforme está escrito em Salmos 40:6-7 e 50:12-14.

O que os Evangelhos aboliram foi o judaísmo presente nas ideias de “pecado”, “remissão dos pecados”, “salvação através da fé” – toda a dogmática eclesiástica dos judeus foi negada pela “boa nova”. (Nietzsche)

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